terça-feira, 27 de abril de 2010

Oficina IED: "Quem é Alice para você?" (27/04)

Fui convidada pela Mari Pini para dar uma oficina de colagem para os alunos do primeiro ano de Design Gráfico do Instituto Europeu de Design. Esse é o resultado do segundo dia da oficina. Partindo de uma apresentação da história das representações de Alice e suas principais interpretações na ilustração e nas artes plásticas, cada aluno teve que recriar o universo da obra segundo seu repertório e seu imaginário próprio.

Eron Mariano


Rodrigo "Kenan" Felipe

Vagando no meu mundo real, torno meus sonhos reais. Meu subconsciente é meu consciente.
Nessa cidade de maravilhas, tenho um pouco de Alice.


Petra Jurisic

Alice, tanto a personagem como sua própria mente e mundo, representa para mim a revelação de uma dimensão diferente, que a maior parte de nós deixa de enxergar: a dos sonhos. É nessa dimensão que nosso subconsciente nos revela o que de fato queremos ver. É a volta à infância, é o delírio consentido, é a busca pela felicidade. Se partirmos do pressuposto que a felicidade é imaterial e sem dimensão, diríamos que ela é inalcansável. Mas justamente por isso ela pode ser encontrada no País das Maravilhas. A felicidade é o tempo perdido, que não se pode encontrar no espaço, só nas lembranças. É o "bom tempo" (como no francês, "bonheur"), aquele que não sentimos passar, só vivemos, e quando sentimos, ja passou. Alice é a garota que se perdeu nessa "não-dimensao", da felicidade onírica, no mundo da sua própria memória que visa um futuro. Se deixou levar pelo que lhe era importante, a fantasia da juventude com a maturidade da vida adulta.


Leonardo Melo

Uma viagem psicodélica sobre o imaginário de uma criança abordando seus anseios, curiosidades e visão de mundo.

Rosalvo Afonso

Alice no país das maravilhas é uma viagem ao subconsciente e nos faz questionarmos a nossa realidade e os nossos ideais. Uma viagem psicodélica em uma realidade alternativa, aonde não existem limites para o impossível.


Rogério Pagliari


Penélope Hernández


Camila Proença




Adriana Peliano

Corpo. Território. Desejo. Jardim secreto. Caminhos. Diz o gato.
Aonde você quer chegar?



Andres Castro

Alice para mim é uma subjetividade psicodélica, apenas citada como uma menina para que pudesse se tornar um produto para ser vendido em larga escala.



Axel Akerstrom

Primeiro de tudo eu vejo as aventuras da Alice como viagens no mundo imaginário de uma menina - criança. Uma fuga da realidade aonde tudo é muito estruturado num esquema rígido, sem espaçø para a criatividade e a imaginiação. Uma crítica aos valores da época vitoriana inglesa, aonde uma criança era apenas um adulto em processo, que logo tinha que aprender que o mundo é contruído em torno de leis.



César Kujosh

O que mais eu gostei em Alice foi o jeito como cada personagem tem uma característica marcante e pode ser comparado com pessoas que conhecemos.



David Jun Jang

A questão do que é real e o que não é para Alice, pois eu acho que esse paradigma do mundo real, é sempre um dilema. Cada pessoa tem o seu mundo "real".



Eduardo Uzae

Alice no país das maravilhas para mim significa todas as mutações a que somos submetidos durante a vida. Metaforicamente, muitas das passagens do livro fazem referência às experiências que vamos acumulando.



Gabriel Cruz

Alice me encanta pela falta de senso.



Lucas Alfaro

A história de Alice me remete a uma fase de auto conhecimento. Talvez até uma vida inteira vivida através da imaginação sem limites de uma criança repleta de curiosidade.
Em todo o livro o leitor está sujeito a interpretações paralelas de sua vida.



Maíra Brito



Pedro Muraki

Alice é uma obra inteligente que representa em seus personagens diversos estereótipos diferentes. O que me chama atenção é o caráter surreal, a "loucura". Existem muitos questionamentos e poucas respostas. Associo a obra aos sonhos que temos e que não entendemos. Lugares e pessoas estranhas, situações malucas, entre outros.



Bárbara Scodelario

Alice representa a passagem da infância para a vida adulta, a crise de identidade, a transformação, mas mudanças de proporção e escala e o estranhamento.

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