quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Oficina Zigue Zague: Quem é Alice para você?

Esse foi o resultado da oficina que eu dei no evento ZIGUE ZAGUE no último sábado, 23 de janeiro.
A experiência foi incrível e eu estou aberta para convites para dar novas oficinas como essa. Acredito intensamente nessa proposta de viajar no mundo de Alice experimentando com a linguagem e recriando nossa subjetividade.
Agradeço a Kekei, a Thaís Gaciotti, Ligia Giudici e toda a equipe pela oportunidade.

Vejam o blog do zigue zague AQUI.


Bronie Lozlanou


Daniele Aparecida


Flora Pappalardo


Frederique Mozart


Gabriel Azevedo


Iasmin Souza Ribeiro


Kekei


Lucas Soares


Luisa Mesquita


Marilia Raquel


Miriam Pappalardo


Mon Liu


Naila Maia


Natalia Chvarts


Roberta Borges


Rosangela Soares


Sueli Garcia


Thais Graciotti


Thais Graciotti




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mundo das Fadas



No mundo das fadas, me desfantasiei de Alice em um mar de rosas.

Heddy Dayan

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Alice... quem é Alice , quem foi Alice... quem será Alice?



Jéssica S Nascimento

Minha mãe já foi Alice, vejo isso em seu antigo cadernos de versos, eu já fui Alice com meus desenhos e histórias, minha avó já foi Alice com suas brincadeiras de roda.

Alice é toda criança que esta crescendo e não gosta do que vê, que percebe que tudo que foi dito a ela era basicamente mentira, então se agarra o mais forte possível em sua imaginação.

Muitas deixam de ser Alice, não podem mais ver o coelho branco correndo atrasado todos os dias no jardim, outras ainda se lembra que são Alice, mas ignoram o que vêem do outro lado do espelho, e muito poucas ainda são Alice e lutam para continuar a ser a menina curiosa, cheia de imaginação e a cima de tudo sincera consigo mesma que de modo não convencional e outras se tornam Alice e nunca mais voltam.

Minha mãe às vezes lembra que é Alice... no fundo de seu guarda roupa ainda tem a sua boneca de corda, as vezes a vejo sentada olhando para ela, seu olhos brilham como de uma criança que acabou de ganhar a boneca. Minha avó se tornou Alice e brincava e falava com sua boneca como uma criança de verdade em seus olhos se via o quanto aquilo era prazeroso a ela. Eu Ainda sou Alice, gosto de olhar meus velhos amigos de pelúcia lembrar o nome e a história q cada um tem, gosto de por nomes e história em cada novo amigo de pelúcia que vem, gosto da minha boneca que me olha esperando que eu ajeite sua roupa, gosto dos meus desenhos nos papéis, nas paredes e nas lousas, gosto de olhar lá fora e sempre ver um ótimo dia, mesmo que esteja chovendo, só porque é um novo dia... gosto de ser Alice e pretendo continuar a ser até o fim.

PS: Na minha infância li Alice, vi alguns filmes... não sei porque mas em minha mente o chapeleiro e o gato eram o mesmo personagem. Será que alguém já imaginou isso também?



colagem Adriana Peliano

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Alice esquartejada

Adriana Peliano


colagem de Adriana Peliano.

Há muitos e muitos anos, quando eu ainda pensava em ser arquiteta, fiz um projeto de um supermercado na faculdade.

No final eu dizia assim:

"A programação visual do supermercado foi pensada com acentuado caráter lúdico. Alice e os demais personagens de 'Alice no País das Maravilhas' estão presentes em todas as sessões em telas de cristal líquido interativas, informando ou confundindo os clientes.

Alice esquartejada, partes de seu corpo de tamanhos diferentes habitam soltas o universo supermercado subvertendo a noção de escala e espaço. O esquartejamento remete à fragmentação na arte contemporânea. Alice é um mito moderno presente no imaginário coletivo como símbolo da transcendência da terceira dimensão."

Alicinação pura!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alice sem fim

Olinda Fertonani Nunes

Wolf Erlbruch recriado por Adriana Peliano

Alice lembra aventura e me remete à questão existencial que não se explica muito, mas se desdobra sempre, não tem fim. Traz o sentido da abertura, renovação, invenção, ultrapassa os limites da realidade concreta e revela o nonsense escondido atrás do condicionamento do cotidiano.

Minha criança

Elena Kalis

Alice é a minha criança interior, a que me faz acreditar num mundo possível, apesar dos pesares.

Daniella Tonelotto

Célia Quem?

Myriam Ávila

colagem Adriana Peliano


Livre associação de idéias

Alice é, naturalmente, Célia em anagrama.

Depoimentos pessoais

O livro da minha vida, sobre o qual já escrevi um livro – quantas vezes já não deparei com seus personagens no meu cotidiano!

Reflexões

Alice é uma clairvoyante que não se deixa iludir pelo circo montado para ela: ela sabe que as autoridades, as celebridades, os políticos, os “formadores de opinião” são somente cartas de baralho.

Alicinações

comes in all sizes
é vegetal, animal ou mineral?
Edgar Allan Poe responde o enigma do Chapeleiro Louco: o corvo se parece com uma escrivaninha porque se pode escrever sobre ele

domingo, 10 de janeiro de 2010

Alice não mora mais aqui

Adriana Peliano

colagem Adriana Peliano

Naquela época eu mergulhava compulsivamente no universo de Lewis Carroll para fazer minhas próprias ilustrações de Alice:

VEJA - ME

Eu morava em Brasília, no Lago Sul, para quem conhece, na QI 11 – conjunto 09, para quem entende. Tudo começou com algumas cartas para a Alice. Mais tarde vieram as visitas para jantar com a Alice, ou não seria um chá mais apropriado? Entre o sonho e a realidade, eu suspeitava de um complô do universo que me lançava para dentro das estórias que eu lia, reconheço que sou um pouco exagerada. Até que um dia recebemos um enorme carregamento de coca-cola, para quem? Alice, claro. Na minha imaginação alicenatória, as garrafas todas diziam “beba-me, beba-me” !

Intrigada, eu descobri a lógica surpreendente dessa história toda. A Alice, uma Alice de verdade, tinha um restaurante, sabe aonde? Na QI 11 – conjunto 09, numa casa no mesmo número da minha, só que no Lago Norte, entende? Eu morava no SHIS (Setor Habitacional Individual Sul) e ela no SHIN (Setor Habitacional Individual Norte), o resto do endereço era idêntico. Por isso tanto troca troca. E olha que em Brasília é muito raro ter um restaurante numa zona residencial, quase impossível. Foi quando eu conclui que eu também era uma Alice, uma Alice do outro lado do espelho. (Lembre que Brasília tem o desenho de um avião, uma cidade quase simétrica...)

Me mudei de Brasília e a Alice mudou de endereço. “Alice não mora mais ali.” Já em São Paulo, rodei, rodei e rodei para encontrar um apartamento para morar. Mais de duzentos, sem exagero. Foi quando me apaixonei a primeira vista por um recanto encantado, lar de milmaravilhas. E eis que sou novamente surpreendida pela ex-proprietária do apartamento. Como será que ela se chamava?

Alice? Não, Branca Regina! Quem já leu “Alice através do Espelho” conhece a Rainha Branca, meu personagem predileto nessa estória. Com ela aprendi muitas coisas como treinar todo dia para acreditar em coisas impossíveis. “As vezes acontece de eu acreditar em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã!” disse a Rainha.

Nessa estória você pode acreditar!

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