quarta-feira, 31 de março de 2010

Alice cai

Lewis Carroll's Alice are still a big challenge. Paradox, nonsense, labyrinth of dreams. Like a big game, the propose of the workshop "Who is Alice?" is to recreate the image of Alice through collage, a poetic procedure made with elements taken from drawings printed in books, magazines and newspapers, photographs, advertising and fragments. The enigmatic aspect of the dreams and nonsense of Alice find in collage a way of expression, a logic that points to another meanings, which must be find between fragments and unexpected associations.

We chose collage as an exercise in producing new languages, in which Alice in Wonderland and Alice Through the Looking Glass are calls for new trips. Every traveler has selected several images to be recreated by extrapolating the characteristics of purely illustrative and descriptive text and characters in the story, looking for a configuration of multiple, hybrid and metamorphic, in a proposed exploration of new territories according to subjectivity and personal repertoires of each one.


When Alice saw the looking glass house through the looking glass of her own home, realized that the looking glass world was very similar to ours as far as she could see, only ahead, she thought, everything could be completely different. Each of the artists in this group also created its Anti Alice who lives across the looking glass, where everything can be completely different. Each one has ventured in this crazy world of Alice, looking for Alice that on the other side of the mirror always ask the same question: Who are you?

“Este livro é doido. Isto é: o sentido dele está em ti.” Paulo Mendes Campos




Vídeo criado apartir do trabalho dos alunos da oficina de colagem, ministrada por Adriana Peliano no Instituto Europeu de Design, em maio de 2010.

As Alices de Lewis Carroll ainda são um grande desafio. Paradoxo, nonsense, labirinto de sonhos. Como num grande jogo, a proposta da oficina “Quem é Alice?” é a recriação da imagem de Alice através de colagens, um procedimento poético efetuado com elementos extraídos de desenhos impressos em livros, revistas e jornais, fotografias, imagens de propaganda e retalhos visuais. O caráter enigmático e o nonsense dos sonhos de Alice encontram na colagem um terreno propício, numa lógica que aponta para outro sentido, que deve ser buscado entre fragmentos e associações inesperadas.

Escolhemos a colagem como um exercício de produção de novas linguagens, em que Alice no país das Maravilhas e Alice através do Espelho sejam convites para novas viagens. Cada viajante selecionou imagens diversas para serem trabalhadas e recriadas plasticamente, extrapolando as características puramente ilustrativas e descritivas do texto e dos personagens da estória, buscando uma configuração múltipla, híbrida e metamórfica, numa proposta de exploração dos territórios de Alice segundo os repertórios subjetivos e afetivos de cada um.

Quando Alice viu a Casa do Espelho através do espelho de sua própria casa, percebeu que aquele mundo era muito parecido com o nosso até onde se podia ver, só que adiante, pensou ela, tudo podia ser completamente diferente. Cada um dos artistas dessa exposição criou também a sua Anti Alice que vive do outro lado do espelho, onde tudo pode ser completamente diferente. Cada um se aventurou nesse mundo doido de Alice, buscando aquela Alice que do outro lado do espelho sempre nos pergunta: Quem é você?



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